Pregadora, missionária e fundadora | Aimee Semple McPherson

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A história da irmã Aimee Semple McPherson na era dos escândalos

A primeira vez que vi Aimee Semple McPherson foi em um marca pagina no meio da Bíblia do meu avô, a conheci como fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular, que frequentei por mais ou menos 16 anos da minha vida. Em todos esses anos, soube apenas de algumas histórias da sua vida, apesar de saber que ela tinha feito grandes coisas, não era de costume geral ficar estudando a sua vida, esse é costume das pessoas que fazem o ITQ (Instituto Teológico Quadrangular). Ela é lembrada, algumas vezes, em dias de aniversários da Igreja e também em algumas poucas pregações quando alguém queria contar algum relato seu. Lembro quando descobri que em outras igrejas não era permitido que mulheres fossem pastoras, foi um fato que me deixou emocionalmente abalada por algum tempo. Hoje em dia não frequento mais a igreja, mas ainda tenho como lugar onde conheci o evangelho.

Quando fui convidada a escrever esse texto comecei a pesquisar mais sobre detalhes da vida de Aimée, consegui organizar as informações que eu já sabia e conheci mais sobre seus passos. Sua história é contada com riqueza de detalhes e trazendo a tona seus erros, existem inclusive diversos blogs que relatam os possíveis os escândalos de Aimee. E sim, foi muito difícil escrevê-lo, fiz questão de colocar os rumores da sua vida no texto para sabermos o quão falho o ser humano pode ser, pois não sabemos o que a levou a realizar tais coisas, mas posso afirmar que ela não foi a única.

Aimee Semple McPherson, através de suas experiências pessoais, trouxe grande impacto para o mundo evangélico, deu início a um movimento de tendas itinerantes, nas quais ministrava a cura divina, o que mais tarde originou a “Igreja do Evangelho Quadrangular”. Sendo a primeira fundadora mulher de uma Igreja e denominação, considerada “a mais proeminente líder feminina que o pentecostalismo já produziu” segundo o livro The Dictionary of Pentecostal and Charismatic.

Acredite, a vida dela foi em tudo muito movimentada, desde a sua infância até sua morte, nem todos os detalhes de sua vida foram relatados aqui, mas nas referências, vocês podem encontrar outros lugares com mais detalhes sobre.

 

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Sua história começa em Ontário, no Canadá, nasceu em outubro de 1890, filha de um casal de origem Metodista e do Exército de Salvação, Aimee Elizabeth Kennedy teve de sua mãe Minnie Kennedy, seus primeiros ensinamentos pela Palavra de Deus. Sua brincadeira favorita era juntar colegas e “dar sermões” como no Exército de Salvação.

Apesar de sua infância pacífica, foi na sua adolescência que seus aborrecimentos e questionamentos começaram. Ela era apaixonada por artes, música e teatro se envolvendo muito nesses departamentos da escola e segundo textos sobre a sua vida, isso a distanciou cada vez mais de Deus e dos ensinamentos que teve quando criança.

No ensino médio foi apresentada a “Teoria da Evolução” de Darwin, o que a fez questionar a sua fé e discutir com pastores locais sobre as divergências entre a teoria do naturalista e as histórias bíblicas sobre a criação do universo. Nada satisfeita na busca por respostas e com seus sentimentos e convicções cada vez mais abalados, decidiu uma noite conversar com Deus e fez a Ele um pedido de revelação, para que então suas dúvidas fossem cessadas.

Um dia depois do ocorrido, Aimee caminhava com seu pai e avistou um “Seminário de Avivamento” onde o “Irmão” Robert Semple estava ministrando. Naquela noite, Aimee ouviu as palavras do pregador com atenção e três dias depois levantou suas mãos e se rendeu a palavra, pedindo a Deus que conduzisse sua vida. Aos 17 anos, em sua primeira experiência pentecostal, encontra a resolução das suas crises espirituais, larga tudo o que ousou a fazer duvidar de Deus e resolve se dedicar a estudar a Bíblia e a orar todos os dias buscando ao Senhor da sua vida.

 

CASAMENTO, GRAVIDEZ E PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA

Meses após o ocorrido, por plano de Deus, ou ironia, Aimee se torna uma Semple, se casando com o evangelista em agosto de 1908, que conheceu em sua noite de conversão. Nos seus primeiros meses de matrimônio fazia tarefas domésticas, tocava piano e orava com alguns convertidos. Segundo ela, Robert era seu parceiro da fé pentecostal, seu “Seminário Teológico”, seu mentor espiritual, seu marido terno, paciente e bondoso.

Apesar de em apenas um ano  ter mudado de uma quase ateísta, para alguém com o coração rendido a Deus e ser casada com um evangelista, sua vida se transformaria a partir da decisão de seu marido, que disse a ela: “Partimos para China em seis semanas”. Tiveram que juntar doações e com elas conseguiram ainda visitar a família de Aimee no Canadá e a família de Semple na Irlanda, onde descobriram que ela estava esperando um bebê. Antes de partir definitivamente para a China eles visitam a Inglaterra, onde conseguiriam mais doações, e lá pela primeira vez Aimee faz uma pregação, para aproximadamente 15 mil pessoas.

Os planos seguiram como o planejado e eles embarcaram para a China, onde passaram alguns meses em evangelizações com desejo de conseguir almas para Jesus, com os desafios de uma nova língua e cultura, acreditavam no poder de Deus para suprir todas essas barreiras.

Aimee teve diversas dificuldades em lidar com os costumes daquele povo, o que a deixou com sentimentos profundamente inquietantes, pois uma garota que cresceu em uma outra realidade, não sabia o que ela poderia encontrar em outro país. Com as situações precárias de alimentação e saneamento básico, ela e seu marido contraíram Malária. Em um mês Robert Semple falece, deixando Aimee grávida de 8 meses, sem dinheiro e sozinha.

 

VOLTA PARA AMÉRICA E SEU SEGUNDO CASAMENTO

Aimee então retorna a América, indo para Nova Iorque, onde sua mãe consegue um emprego para ela coletando doações para o “Exército de Salvação”. Entre indas e vindas, conheceu Harold McPherson, um homem que trabalhava em um restaurante, que ofereceu um casamento e um lar em Rhode Island para ela e sua pequena filha. Sabendo de suas condições precárias, não exitou em aceitar.

Algum tempo depois teve seu segundo filho, um menino. Então passou seus dias cuidando dos filhos e da casa, mas essa vida pacata trouxe diversas lutas internas, pois entendia que tinha um chamado para fazer algo especial para Deus. Começou a ficar extremamente deprimida, tendo aparentemente constantes ataques de nervos e de histeria. Teve uma crise de apendicite, que a fez ir para o hospital e realizar diversas cirurgias. Em seus relatos ela diz que a escuridão do hospital trouxe ainda mais momentos tristes e sombrios que tiravam dela a luz da sua vida e escutou uma voz que dizia: “E agora? Você irá?”, então percebeu que precisava retornar ao seu ministério, aceitando o desafio. Em quinze dias melhorou de todos os seus males.

Com suas certezas, tomou um trem com seus filhos e retornou para a fazenda da família no Canadá, deixando seu marido sem muitas explicações, apenas mandando a ele um telegrama, contando que não seria capaz de caminhar com os padrões de vida dele, pedindo então para ele caminhar conforme aquilo que ela acreditava ser verdadeiro.

 

O INÍCIO DO SEU MINISTÉRIO

Sem dinheiro ou sem muitas perspectivas de como sustentaria seus filhos, sendo uma mulher sozinha sem uma igreja para a dar suporte, ela começa a trabalhar para fazer seu nome como uma pregadora, sabendo que naquela época apenas homens recebiam essa nomenclatura. Foi então chamada e reconhecida como “Irmã”.

Em agosto de 1915, sem se abater por não ter ninguém em as suas reuniões, ela se colocava de pé em uma banqueta em meio a praças e ficava parada em posições de oração silenciosa durante 20 minutos a uma hora, até que chamasse a atenção das pessoas e dizia: “Venham todos, me sigam”, levando essas pessoas até o local onde começava a pregar. Assim conseguiu concluir os primeiros passos do seu ministério.

Suas mensagens eram sobre como as maravilhas e milagres que aconteciam no tempo de Jesus ainda poderiam acontecer naqueles dias. Os ministérios locais a tinham como uma “charlatona”, pois diziam que  alguém que fala em línguas estranhas apenas hipnotiza aqueles que a seguem. Aimee não se abalou e enfrentou essas pessoas, dizendo que “enquanto todas essas pessoas se ocupavam em reclamar de sua vida como pregadora, ela proclamava o evangelho”. Mas, sua vida não era fácil por conta de suas escolhas, sua mãe ainda dava dinheiro quando ela precisava. Ela prosseguiu e em sete anos atravessou seu país seis vezes.

Com os males acometidos pela Primeira Guerra Mundial e várias epidemias sendo espalhadas, as pessoas de vidas rurais tendo que se adaptar com a industrialização e urbanização, começaram a encontrar conforto nas pregações emocionais e de avivamento da Irmã Aimee. Ela começou a ser conhecida por suas pregações que geravam uma certa identificação sobre as suas experiências pessoais, sendo mulher contava a todos como era lidar com seus filhos doentes à noite ou não indo bem na escola.

Em períodos de grande preconceito racial, Aimee abraçou negros e pobres. Em uma de suas viagens à Flórida, ela ignorou as leis e se hospedou em uma vila de predominância negra onde, segundo documentários sobre a sua vida, realizou a primeira reintegração de avivamento, sua filha foi batizada por um ministro negro.

Seu ministério aumentava, foi então que Harold resolveu acompanhar sua esposa em suas viagens, porém as incertezas financeiras trouxeram a ele grande desconforto, já que as  pessoas para quem Aimee pregava eram pobres e suas ofertas cobriam poucos gastos.

 

DIFICULDADES EM SUAS CONFERÊNCIAS

Apesar de já ser conhecida por muitas pessoas, ainda existiam alguns que queriam prejudicá-la.

A primeira tenda que Aimee comprou com ofertas para realizar seus encontros estava toda rasgada e mofada. Ela só percebeu que tinha sido enganada quando abriu o pacote, precisou que ela fosse limpa e remendada, e demorou até que estivesse pronta. No primeiro encontro na tenda, o tecido não suportou seus remendos e começou a cair sobre o povo, então ela clamou a Deus que a tenda permanecesse de pé até que o encontro acabasse, o tecido ficou preso por um prego e então continuaram as programações.

Outra vez, alguns moradores de onde estava pregando fizeram um boicote à sua programação. Eles cercaram o lugar e cada vez que algo acontecesse eles começavam a rir e fazer barulhos tão altos que quase impossibilitam de se escutar o que estava sendo falado dentro da tenda. Eles tinham o plano de colocar fogo em tudo. Aimee orou ao Senhor pedindo auxílio, e então escutou uma voz que dizia: “Comece a louvar, porque a alegria do Senhor é a sua força”, em voz baixa louvava a Deus, logo levantou sua voz e todos os que ali estavam louvaram ao Senhor. Ela via como se fossem morcegos cercando o local e, enquanto a igreja louvava, eles iam embora pela floresta. Percebe que, aqueles garotos ainda estavam presentes, mas completamente em silêncio escutando tudo com atenção, dizem os relatos que eles voltaram nos próximos dias com mais visitas.

Seu casamento não andavam bem devido às diversas viagens missionárias. Em 1921 seu marido Harold McPherson parte para casa e pede o divórcio, alegando abandono de lar. Seu segundo casamento durou 9 anos e a partir daquele momento Aimee percebe que a solidão seria melhor para sua caminhada.

 

AS VIAGENS DE CARRO

A mãe de Aimee, Minnie Kennedy, vem ao encontro da filha nos Estados Unidos e a ajuda a comprar um carro, no qual escreveu de um lado: “Jesus está vindo – se prepare” e do outro “Onde você passará a eternidade?”. Com ele, elas foram as primeiras mulheres a viajar um país sem ajuda de um homem, fazendo todos os reparos necessários no carro, sem medos e receios viajavam cerca de 200 milhas por dia (mais ou menos 320 quilômetros).

Entre 1918 e 1923 ela viajou o país muitas vezes com esse carro, realizou diversas campanhas e chamando muita atenção com sua pregação acessível e na linguagem do povo.

 

A VISÃO, O TEMPLO, A MÍDIA E SEUS FEITOS

No ano de 1922 em uma de suas campanhas em Oakland, na Califórnia, Aimee tem a inspiração de chamar seu ministério de “Quadrangular” enquanto pregava sobre a visão de Ezequiel descrito no livro no capítulo 1 versos 4 ao 28. m sua interpretação, os quatro querubins com os quatro rostos que representam o ministério de Jesus Cristo: 1. Jesus traz a Salvação; 2. Jesus batiza com o poder do Espírito Santo; 3. Jesus o grande médico curador; 4. Jesus o Rei que há de voltar. É possível entender melhor a visão na representação da bandeira, os quatro símbolos e as referências bíblicas para cada uma delas neste link.

Nesse mesmo período, Aimee começa a construção de um templo em Los Angeles e participa da sua maior campanha evangelística, sendo estimado a presença de quase 30 mil pessoas que buscavam a cura divina, foram dias intensos no seu ministério.

No dia 1 de Janeiro de 1923, foi então inaugurado a Sede Internacional Angelus Temple, com capacidade para 5 mil pessoas, onde eram realizados 21 cultos semanais. Em seus primeiros meses de aberto, 7 mil pessoas se converteram a palavra de Cristo. Também foi aberto semanas depois, o Instituto de Treinamento Evangelistico e Missionário.

Em 1917 foi publicada a primeira revista “Bridal Call Foursquare”, revista de circulação interna da Igreja Quadrangular, contendo quatro páginas e contendo, pregações, testemunhos, notícias das campanhas e poesias.

Um grande feito aconteceu em fevereiro de 1924, foi ao ar a primeira emissora de rádio pertencente a uma Igreja nos Estados Unidos, chamada KFSG. Aimee supervisionou e iniciou seus programas com pregações e orientações de cura através de imposição de mãos sobre o rádio (o que seria hoje equivalente aos copos de água ao lado ou em cima da televisão). Antes de falecer gostaria de ter começado seus experimentos com as redes televisivas, muitos acreditam que ela teria sido a primeira a ter um programa evangelístico na TV.

Também publicou alguns livros com seus sermões, escreveu diversos hinos (incluindo o Hino da Igreja do Evangelho Quadrangular) e algumas óperas sagradas. Sendo muito conhecida por trazer um jeito diferente de trazer a palavra com sermões ilustrativos e teatrais.

 

A ERA DOS ESCÂNDALOS

Como nada na vida são apenas rosas, os espinhos na vida de Aimee apareceram um por um, trazendo uma série de divergências e colocando seu ministério em risco.

O primeiro deles foi quando algumas pessoas começaram a desconfiar de um envolvimento amoroso com um homem chamado Kenneth Ormistron, que cuidava dos aparatos técnicos de som da rádio e do templo.

O templo que construiu também foi alvo de diversas críticas, pois custou cerca de 300 mil dólares e muitos diziam que ele foi desenhado para ser um palco em Hollywood e não um lugar de adoração.

Como já citado, foi acusada por utilizar recursos teatrais para pregar a palavra, o que fez com que muitos duvidassem que sua igreja era séria.

Em 18 de maio de 1926, outro episódio acontece, Aimee e sua secretária foram à praia. Aimee foi nadar e sumiu da vista de sua colega. Inicialmente, achou-se que tinha se afogado. Equipes de busca foram organizadas, e incansavelmente buscaram o corpo da Sra. Aimee Semple Mcpherson.

Cinco semanas mais tarde ela reaparece em Água Pietra, no México, dizendo ter caminhado por horas no deserto após ter conseguido fugir do cativeiro em que era mantida após ter sido sequestrada. Nunca encontraram indícios do seu sequestro, principalmente por seus sapatos estarem limpos para alguém que andou muito, mas apesar de afirmar que ela havia sido sequestrada por um casal oportunista, muitos acreditam que ela passou todo esse tempo com o Sr. Kenneth Ormistron, ja que ele também sumiu entre esses dias e sua mulher o havia abandonado semanas antes do ocorrido, alegando que ele estava se encontrando com alguma mulher. Em 10 de janeiro de 1927, o caso encerrou por falta de provas para realizar as investigações.

Seu terceiro casamento, foi alvo de muitas críticas dentro da Igreja especialmente porque seu ex-marido, o Sr. Harold Mcpherson, ainda era vivo (isso era contra a doutrina que se havia estabelecido na Igreja). Aos 40 anos de idade, em 1931, Aimee casou-se com David Hutton, um cantor e ator, 10 anos mais jovem que ela. Eles se encontraram quando Aimee gravava uma de suas óperas. Seu casamento durou pouco tempo, menos de 3 anos, alguns relatos dizem que ele era um oportunista e ao ver o quando Irmã McPherson era influente, tentou tirar proveito disso. O divórcio foi pedido por David em 1933, e concedido em 1934.

 

O ÚLTIMOS DIAS

Aimee, com a saúde já bastante debilitada, passou a tomar antidepressivos ou tranquilizantes para dormir. Sua muita atividade a deixava exausta e passou a ter dificuldades para descansar. Em 26 de setembro de 1944, aos 54 anos, faleceu devido a uma “overdose acidental”, após ter pregado pela última vez na mesma cidade de Oakland onde, vinte e dois anos antes, recebeu a revelação da mensagem que chamou de Quadrangular. Seu filho Rolf K. McPherson assumiu a liderança da igreja, que continuou se expandindo.

 

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sensacionalismo fica impregnado quando temos pregadoras e pregadores envolvidos em escândalos. Aimee foi sim cercada por eles, não posso negar, desde pequena questionando pastores e até mesmo com os rumores de forjar seu próprio sequestro para esconder romances proibidos.

Além disso, quero trazer uma frase que escutei de um comentarista de um dos documentários lançados sobre Aimee: “Alguém que era conhecida por curar, mas que precisava ser curada”. Outro foi um comentário escrito em um blog de relato da sua vida: “legal, mas pra mim, ela morrer de overdose foi uma derrota”. Assusta saber que escândalos aconteciam muito antes de Aimee, com homens e mulheres, e assusta mais ainda pensar que até hoje a igreja é cercada por eles.

Acredito que essa frase precisa ser uma realidade na vida da igreja. Nessa nossa “Era de Escândalos”, em que somos derrotados por nossas próprias barreiras, precisamos nos curar do machismo, racismo, preconceitos culturais, das barreiras religiosas, da falta de compaixão, da corrupção, do medo que a nossa bolha social cristã seja estourada e que os nossos erros venham à tona. Precisamos confessar nossos pecados, colocar nossa cara a tapa, dar a outra face, reconhecer nossas derrotas e melhorar conforme aquilo que ensina a palavra. Não apenas para a cura de doenças físicas dos nossos irmãos, mas para a cura dos corações, que clamam por justiça.

Contudo, ainda olho pra Aimee como uma mulher muito corajosa, à frente do seu tempo que precisou quebrar diversas barreiras para conseguir fazer aquilo que leu na palavra. Muitos eram os que a seguiam, e os que a criticavam não abalaram seu ministério por inteiro.

Em suas viagens foi conhecida como “Mulher Milagrosa”, em seus relatos contou que diversas vezes pensou não ter o poder para curar todas as pessoas que a seguiam, e em oração o Senhor respondeu-lhe que quem tem o poder de curar e salvar é Ele, e que ela seria um instrumento em Suas mãos.

Sua ousadia em pregar a palavra e realizar feitos tão generosos traz até hoje nas igrejas, não apenas Quadrangulares, um grande impacto. Hoje vejo uma série de mulheres que batalham e oram sem cessar, que estão a frente de ministérios, tudo conforme a doutrina de cada igreja, e essas não se cansam de buscar a vontade de Deus para confirmação do seu Reino. Que em nossos dias possamos nunca esquecer que “Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hebreus 13:8), aquele que traz a nós justiça, aquele que nos usa como mulheres, com nossos dons e talentos, como PREGADORAS, MISSIONÁRIAS, FUNDADORAS, LÍDERES, ESCRITORAS, CUIDADORAS e outras coisas além do que podemos imaginar. Que nosso coração esteja aberto, assim como o de Aimee esteve nos seus dias de conversão e ministério.

 

Fontes:

– M. Lopes – O legado de uma pioneira: Aimee Semple McPherson. PLURA, Revista de Estudos de Religião, ISSN 2179-0019, vol. 6, nº 1, 2015, p. 74-99.

–  Portal Quadrangular Brasil 

História da Fundadora da IEQ – Aimee McPherson, por Pr. Jessy Suhett 

Portal Igreja Quadrangular – Visão   

Minha Vila – O estandarte Quadrangular

Hino da Igreja Quadrangular (em Português) 

Aimee Semple McPherson Scene – Vídeo

AIMEE SEMPLE MCPHERSON – American Masters (plus sermon)

– Foursquare Anthem 

Os escândalos Pentecostais de Aimee Semple McPherson, fundadora da igreja quadrangular. Texto retirado do blog Earle Grey

Biografia de Aimee McPherson – Wikipedia 


Natasha Fernandes, formada em Nutrição pela Faculdade Evangélica do Paraná. Professora de Educação Infantil, de Ensino Bilíngue e de Musicalização.


O conteúdo e as opiniões expressas neste texto são de inteira responsabilidade de sua autora e não representa a posição de todas as organizadoras e colaboradoras do Projeto Redomas. O objetivo é criar um espaço de construção e diálogo.

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